Tuesday, December 18, 2007

addict


Era criança e todos os meu vicios eram inocentes.
Sabia o que gostava, sabia que estes me davam mais satisfação que desgostos. Tudo parecia facil e simples, perfeito e agradavel.
Belos tempos. Bons tempos. Sinto falta desses meus vicios, sabia que iriam estar lá para mim kuando precisa-se deles, que me iriam tornar numa pessoa feliz. Sinto falta dos vicios que não interferiam com a minha pessoa, dos vicios que indepentemente do que acontecesse iria continuar a ser o k sou.
O tempo avança e os vicios mudam, passamos pela fase em k começamos a perceber k há vicios k não nos trazem nada de bom. Não os ignoramos contudo, passamos por eles e eles deixam as marcas k tem a deixar, acreditamos k passado um tempo acabam por melhorar. Somos felizes algum tempo dp.
Para. Para tudo. Estamos nos tempos k correm, e os vicios?existem pois. Existe um novo vicio nakilo k sou. És o meu novo vicio. Estamos então na altura em k não keremos enterder esse vicio, nem chegamos a perceber a sua origem, não me apercebo se é bom ou mau.
Olho, penso…é mau, por mais não keira, é mau e sei k sim, nego esse espirito k me relembra tudo o k me rodeia.
Sinto…é bom, é bom de um modo k me faz apagar todo o meu senso, tudo o k julgo saber e tudo o k tinha como valores com os kuais me rejo.
Não entendemos mas mudamos, não keremos mas mudamos, não aceitamos e mudamos. Tu mudas te, mais k uma, mais k duas, mais do k a razão me deixa lembrar. Deixamos de ser akilo k ambicionamos, deixamos de ter as bases para o ser. Mas á um vicio acabo por kerer mas não o conseguir negar, aceitao-o, torno-o bom, kero torna-lo em algo mais k um vicio. Kero senti-lo como é, como foi, como será.

Vicios…era bom k não os houvesse.

Sunday, December 16, 2007

can_you


show me that you do love me and I will give you everything that I am

Saturday, December 15, 2007

not, not today


Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanha...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Por hoje, qual é o espectáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espectáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública para amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...
O porvir...
Sim, o porvir...

Adiamento, de Álvaro de Campos

Tuesday, December 11, 2007

desire

"Too often, the thing you want most is the one thing you can't have. Desire leaves us heartbroken, it wears us out. Desire can wreck your life. But as tough as wanting something can be..."


and then?...